Arquissema da triste paixão e subliminaridade
Um olhar matreiro sobre passagens de "A Amazônia Misteriosa" e "A Amazônia que eu vi", de Gastão Luis Cruls
Palavras-chave:
Arquissema, Subliminaridade, Narrativa amazônica, Lotman, Gastão CrulsResumo
Este estudo explora a arte como fenômeno cultural e identitário, com ênfase na Amazônia, destacando o conceito de arquissema da triste paixão de Lotman e suas conexões com a subliminaridade. Por meio de uma análise intertextual de textos literários e históricos, incluindo o romance A Amazônia Misteriosa e o diário de viagem A Amazônia que eu vi, ambos de Gastão Luis Cruls, investigam-se como certos recursos narrativos e lexemáticos produzem sentidos e evocam interdiscursos. O arquissema é analisado como uma malha de semas, onde palavras transcendem significados apenas superficiais para compor estruturas significativas através de lexemas, como argumentado por Greimas e Rastier. O estudo também aborda a interdiscursividade, descrita como “signo em gêmeos”, evidenciando a riqueza estética e cognitiva das narrativas analisadas. Finalmente, com base nos códigos operatórios ideológico, temporal e representacional, busca-se compreender as articulações entre ciência, fantasia e arte na construção de um imaginário amazônico.